Se ela nunca deixou de ser moda, neste verão virou coqueluche. A turquesa é a pedra da estação e compõe os acessórios que enfeitam os looks mais em voga. A verdade é que desde os anos 70 não se dava tanto destaque à ela.
OK que seja uma abordagem um tanto diferenciada daquela associada à geração hippie. Continuam valendo os anéis, colares e brincos que, somados com a prata, invocam a influência dos índios americanos.
No entanto, a novidade de hoje preza mais pela sofisticação. Na companhia de um tailleur, por exemplo, voltas de turquesa podem perfeitamente substituir as clássicas pérolas num apelo mais tropical.
Brutas, como cascalhos, ou lapidadas, as turquesas ficam o máximo quando combinadas a roupas bege, caramelo e off white. E contrastam em perfeição com o tom de pele bronzeado. Incrementam as batinhas da moda e dão mais bossa à dupla jeans e camiseta. Quando o assunto é casual, o foco recai na tendência folk que valoriza trabalhos artesanais e peças étnicas de povos como indianos, marroquinos, afegãos, chineses, andinos e indígenas.
O fascínio pela pedra remonta à Antiguidade. Incrustadas em metais, as turquesas de outros tempos conheceram segredos que não revelaram, guardaram olhares ardentes que o tempo apagou, coloriram pescoços, braços, dedos e pernas de homens e mulheres que tinham o culto da beleza.
Figuram, por exemplo, em quatro braceletes de ouro de mais de 8 mil anos encontrados nos braços da rainha egípcia Zer. Descobertas em escavações, estavam tão límpidas e brilhantes que surpreenderam os pesquisadores.
Símbolo de sorte e de proteção para alguns, as turquesas são pedras frágeis, não só pelo índice de dureza (6 na escala de Mohs), como pela facilidade com que perdem a cor, características que tem relação com a sua estrutura química interna. As consideradas de maior valor são originárias do Egito e apresentam, graças à composição, um azul e uma aparência translúcida de maior beleza e deslumbre.